Até meados da década de 1950 os créditos de abertura dos filmes eram apenas textos sobre as imagens e poucos davam atenção a eles. A pouca importância deles era tanta que alguns projecionistas cobriam-nos com as cortinas e só abriam quando a sequência havia terminado e o filme estava para começar. A mesma monotonia também era vista nos cartazes dos filmes que se restringiam a usar fotos tradicionais dos atores e atrizes juntos a uma tipografia pouco expressiva nos títulos.
O responsável pelas mudanças que revolucionaram a promoção de filmes foi o designer americano Saul Bass. Um dos primeiros trabalhos de Bass com o cinema foi o cartaz para o filme The Man With the Golden Arm (O Homem do Braço de Ouro, 1955), do diretor Otto Preminger. Inovador e até chocante para a época o cartaz mostra a figura de um braço, associado ao uso de heroína do protagonista.

The Man with the Golden Arm (O Homem do Braço de Ouro, 1955)
Preminger ficou tão impressionado com o resultado inovador que pediu para Bass criar uma sequência animada pra os créditos de abertura. Esse foi o primeiro projeto abrangente de design que unificava a gráfica tanto impressa como em movimento.
O estilo de Saul Bass unia uma imagem predominante com uma ilustração simplista que, em algumas vezes, lembrava recorte em papel, a letras decorativas traçadas livremente.

Anatomy of a Murder (Anatomia de um Crime, 1959)
Parceiro constante de Preminger, Bass também trabalhou com mestres como Alfred Hitchcock, Stanley Kubrick e Martin Scorsese.

Vertigo (Um Corpo que Cai, 1958)

West Side Story (Amor, Sublime Amor, 1961)

The Shining (O Iluminado, 1980)
Apesar de ficar conhecido como mestre dos cartazes e aberturas de filmes, Bass também é responsável pela criação de logotipos de grandes empresas.

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